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Falta de dinheiro não poupa ninguém

O endividamento excessivo atinge não só as classes baixa e média. As pessoas de rendimentos mais elevados, mas com múltiplos créditos pessoais, acabam por bater à porta das consultoras financeiras para pedir ajuda.

Maior rendimento nem sempre significa maior disponibilidade financeira. Por vezes, há mais dívidas e mais difíceis de pagar. Além da habitação, do carro, electrodomésticos e outros bens essenciais, há quem faça múltiplos créditos pessoais para aquisição de outros bens ou serviços.

Nuno Carvalho, director geral da Intertrust, uma consultora financeira em regime de franchising, a funcionar em Portugal, explica que, numa fase inicial do negócio, “aparecia uma classe média baixa, mas, hoje em dia, começa a aparecer uma classe média e um pouco mais alta – pessoas que ganham mais de cinco mil euros líquidos, com problemas”.

Segundo este responsável, o perfil da maioria dos clientes que recorrem aos serviços das consultoras são clientes, maioritariamente entre os 30 e os 45 anos e que muitas vezes chegam tarde demais, ou seja, com dívidas a mais.

“Houve um boom económico, as pessoas compraram casa, carros e contrataram diversos casos, mas depois tiveram algum percalço”, explica.

Nuno Carvalho revela que já lhe aconteceu não poder fazer nada, a não ser ajudar a traçar um plano de acção.

O director da Intertrust afirma que os casos de sucesso rondam os 90% e garante que as consultoras procuram no mercado as melhores condições de renegociação dos créditos, adequadas ao perfil do cliente.

Cx/Ana Carrilho

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