head
pics

Crise financeira afasta famílias do crédito rápido

Crise financeira também contribui para baixar os empréstimos ao consumo

Ontem

ALEXANDRA FIGUEIRA

A crise dos mercados financeiros chegou também às empresas de crédito rápido, que têm visto menos famílias a pedir empréstimos, ao mesmo tempo que se tornam mais exigentes nas garantias de bom pagamento exigidas.

Desde o início do ano, as famílias têm pedido menos dinheiro às sociedades financeiras para aquisições a crédito, conhecidas como empresas de “crédito fácil” ou por telefone. De Janeiro a Março, estas empresas concederam créditos no valor de 1.458 milhões de euros; nos três meses seguintes, emprestaram menos 2,1%. E apesar de não ter ainda dados referentes a Setembro, quando se intensificou a crise financeira, o presidente da associação do sector (ASFAC), António Menezes Rodrigues, admite que “a actividade deve continuar a diminuir ao longo dos próximos meses”.

Na base da redução estão dois factores que têm complicado a vida das sociedade de crédito especializado. Por um lado, “a inflação, o preço dos combustíveis, os juros mais altos e o desemprego têm baixado o poder de compra e a procura de bens e serviços”. Aqui, destaca-se a diminuição dos empréstimos para comprar carro, uma das principais áreas de negócio das empresas.

Por outro lado, Menezes Rodrigues referiu a “dificuldade de ‘funding’ [de obter financiamento junto de bancos] e os juros mais altos”, que levam as sociedades financeiras para aquisições a crédito a serem mais rigorosas na avaliação do risco, de cada vez que recebem um pedido de financiamento. Neste momento, disse, “as recusas [de empréstimos] são superiores ao normal”.

Apesar de reconhecer a maior dificuldade em aceder a dinheiro para emprestar aos clientes - a falta de fundos “está em cima da mesa mas ainda não se coloca” -, Menezes Rodrigues nega que alguma empresa corra o risco de suspender a actividade.

O dinheiro, explicou “não vem de depósitos de clientes” (só os bancos o podem fazer), “mas de linhas de ‘funding’ negociadas com a banca” que, acredita, “serão cumpridas” mesmo atendendo à dificuldade que os próprios bancos estão a atravessar para ter dinheiro.

Partilhe:
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google
  • Live
  • Ma.gnolia
  • Netvouz
  • Spurl
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • YahooMyWeb
body>